Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) pediu a autoridades do México que investiguem a fundo as mortes e a fuga de prisioneiros.
O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) pediu nesta quarta-feira (22/02) às autoridades do México que conduzam de maneira independente as investigações dos assassinatos de 44 detentos de uma prisão.
Os crimes ocorrem durante o último fim de semana e aparentemente foram cometidos por membros de uma organização criminosa. Além disso, 26 detentos fugiram da mesma prisão no estado de Nuevo León, no domingo.
“Os responsáveis, incluindo importantes autoridades da prisão, precisam ser levados à Justiça e todas as medidas necessárias devem ser tomadas para que ataques como esse parem de ocorrer”, ressaltou a porta-voz do ACNUDH, Ravina Shamdasani.
Nos últimos anos, gangues e as redes criminosas envolvendo o tráfico de drogas mataram centenas de pessoas no México.
Shamdasani também alertou que “o governo do México precisa garantir que os padrões mínimos das condições de prisão sejam garantidas em instalações federais e estaduais, assegurando que a integridade e a segurança dos detentos sejam respeitadas em acordo com as obrigações internacionais do México”.
Semana passada, o ACNUDH falou sobre as condições dos sistemas prisionais na América Latina, ressaltando que existe “um alarmante padrão de violência”, além de superlotação, excesso de atrasos judiciais e falta de acesso aos serviços básicos.