ONU pede investigação imediata sobre incidente no Egito que deixou mais de 60 mortos

Chefe da ONU para Direitos Humanos expressa preocupação com escalada de violência no país e ressalta que forças de segurança devem agir em conformidade com as leis internacionais de direitos humanos.

Manifestantes no Cairo, capital do Egito, em meio a barreiras improvisadas em julho de 2013. Foto: IRIN/Saeed Shahat

Manifestantes no Cairo, capital do Egito, em meio a barreiras improvisadas em julho de 2013. Foto: IRIN/Saeed Shahat

A alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, expressou nesta segunda-feira (27) grande preocupação com a escalada da violência no Egito e pediu uma investigação imediata sobre os recentes incidentes que levaram a dezenas de mortos e feridos.

Pillay condenou os ataques terroristas que deixaram pelo menos 62 pessoas mortas no Cairo, capital do Egito, e pediu para que todos os lados ajam com moderação.

Em comunicado, ela afirmou que “as forças de segurança têm o dever de respeitar o direito ao protesto pacífico e é importante que as autoridades egípcias cumpram as suas obrigações internacionais de garantir que todos os egípcios possam exercer os seus direitos de liberdade de reunião e a liberdade de expressão sem medo da violência ou prisão”.

Pillay ressaltou que as forças de segurança no Egito devem sempre operar de acordo com as leis e normas internacionais de direitos humanos sobre o uso da força. Ao mesmo tempo, ela repreendeu os ataques violentos contra a polícia e forças de segurança.

“O povo do Egito tem o direito de viver suas vidas sem medo da violência”, disse ela. “Peço às autoridades egípcias que realizem investigações imediatas, independentes e imparciais sobre os assassinatos, tornem os resultados públicos e tragam os responsáveis à justiça.”