ONU pede libertação imediata de membros de missão de paz detidos nas colinas do Golã

Elementos armados capturaram quatro filipinos da força de paz da ONU nas proximidades de Al Jamla, na região limite entre a Síria e as colinas de Golã.

Membros da UNDOF nas colinas de Golã Foto: ONU/Gernot Payer

Membros da UNDOF nas colinas de Golã Foto: ONU/Gernot Payer

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou veementemente nesta terça-feira (7) a detenção de quatro soldados da Força das Nações Unidas de Observação do Desengajamento (UNDOF) por elementos armados nas proximidades de Al Jamla, na região limite entre a Síria e as colinas de Golã.

Ban pediu a libertação imediata dos membros da Força da ONU. Os quatro membros da missão da ONU são filipinos.

Por meio de um comunicado de seu porta-voz, o Secretário-Geral lembrou a todas as partes envolvidas no conflito na Síria que a UNDOF tem o mandato de monitorar o acordo de retirada de 1974 entre Síria e Israel após a guerra de 1973.

“O Secretário-Geral chama todas as partes a respeitarem a liberdade de movimento e a segurança da UNDOF”, concluiu o comunicado.

No último 6 de março, 21 membros da mesma missão haviam sido capturados, sendo liberados três dias depois. “O Secretário-Geral enfatiza a todas as partes a imparcialidade das forças de paz das Nações Unidas”, disse um comunicado do porta-voz de Ban à época.

Em resposta, a ONU decidiu poucas semanas depois reduzir as atividades da UNDOF na região, conforme anúncio feito pelo chefe de operações de paz da ONU no dia 26 de março.