Três contratados da missão da ONU e um membro de uma agência foram sequestrados dentro da base aérea de Malakal. Duas pessoas ainda estão desaparecidas.

Helicóptero MI-8 contratado pela UNMISS. Base aérea de Malakal foi alvo de sequestradores. Foto: UNMISS/Martine Perret
A Missão da ONU no Sudão do Sul (UNMISS) condenou nesta sexta-feira (17) os recentes sequestros de profissionais das Nações Unidas na base aérea de Malakal, exigindo a libertação segura dos que ainda estão detidos.
No dia 10 de outubro, três pessoas contratadas pela UNMISS foram detidas por um grupo armado não identificado de 15 a 20 homens uniformizados e em trajes civis e levados em uma caminhonete.
Dois funcionários da missão foram libertados no dia seguinte, mas o terceiro ainda permanece desaparecido, informou a UNMISS em um comunicado à imprensa.
No dia 16 de outubro, um membro da equipe do Programa Mundial de Alimentos (PMA) foi igualmente levado por um grupo de homens armados no mesmo local, enquanto esperava para embarcar em um voo da ONU. Ele ainda está desaparecido.
“A UNMISS condena estes sequestros e exige a libertação segura dos indivíduos desaparecidos”, ressaltou a missão.
A missão da ONU enfatizou a responsabilidade do governo do Sudão do Sul, perante o Acordo de Status das Forças com a Organização, de proteger os funcionários da ONU, “independentemente da identidade dos sequestradores”.
O comunicado também informa que ainda não se sabe quem são os sequestradores, mas garantiu que as autoridades da UNMISS e do PMA estão se esforçando para localizá-los e para garantir a libertação das pessoas.