ONU pede mais liderança nos esforços de paz no Oriente Médio

Ao informar Conselho de Segurança sobre situação da região, Jeffrey Feltman pede que governos apoiem agenda de paz e conscientizem seus membros sobre os benefícios por ela trazidos.

Foto: ONU/Mark Garten

O processo de paz no Oriente Médio está se aproximando de um momento definitivo, disse o subsecretário-geral da ONU para Assuntos Políticos, Jeffrey Feltman, nesta terça-feira (25) ao Conselho de Segurança. Ele pediu aos governos que apoiem a agenda de paz e conscientizem seus membros dos benefícios que a paz pode trazer.

Feltman afirmou que as negociações diretas entre israelenses e palestinos, retomadas em agosto de 2013 após os esforços do secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, abriram “um horizonte político crível para alcançar a solução de dois Estados”. O subsecretário pediu que as negociações continuem sendo apoiadas por atores regionais, ressaltando também a importância da Iniciativa Árabe para a paz.

“Qualquer intenção genuína de buscar a paz requer uma forte liderança”, disse Feltman. Ele observou que, para os palestinos, um acordo de paz negociado “retém a promessa de torná-los um Estado-Membro plenamente reconhecido”, enquanto para Israel, de “segurança e reconhecimento que o país merece dentro e fora da região”.

Feltman observou que na Cisjordânia, onde a situação continua frágil, houve um aumento de confrontos dentro e no entorno de campos de refugiados palestinos e relatos sobre as forças israelenses terem retaliado os supostos ataques terroristas.

Em seu informe ao Conselho, Feltman detalhou “sinais preocupantes” de que o cessar-fogo, assinado em novembro de 2012 entre a Faixa de Gaza e Israel, esteja sendo corroído, com um aumento das hostilidades e barreiras à entrada de pessoas e produtos em Gaza. “Estamos profundamente preocupados com esse aumento da violência e apelamos a todas as partes para que ajam em conformidade com o direito internacional”, disse Feltman.

“Estes acontecimentos têm potencial para aumentar e colocar em risco o cessar-fogo entre Israel e a Síria, bem como ampliar as tensões entre o Líbano e Israel”, alertou.