Secretário-Geral da ONU pede para que governo sírio permita acesso total à equipe que visa investigar os locais onde acredita-se que as armas químicas foram utilizadas durante o conflito.

Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, fala aos repórteres antes da sua reunião com Åke Sellström, chefe da missão técnica das Nações Unidas para investigar o possível uso de armas químicas na Síria. Foto: ONU/ Eskinder Debebe
O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu novamente nesta segunda-feira (29), acesso irrestrito à Síria, para que a equipe das Nações Unidas possa investigar o suposto uso de armas químicas durante o conflito.
“Uma investigação crível e abrangente requer o pleno acesso aos locais onde alega-se que as armas químicas foram usadas. Volto a apelar às autoridades sírias para que permitam que a investigação prossiga sem demora e sem restrições”, disse Ban a repórteres, antes de uma reunião na sede das Nações Unidas com Åke Sellström.
Sellström, um cientista sueco, foi nomeado há um mês para chefiar a missão de inquérito. O foco inicial da missão será investigar um incidente envolvendo o suposto uso de armas químicas na região de Kfar Dael, em Aleppo.
“A Convenção sobre Armas Químicas se mostra novamente importante e prática. Ela fornece uma estrutura para a implementação do desarmamento de armas químicas, e a facilitação do uso da química de maneira pacífica. É também um instrumento altamente simbólico – representando uma resistência contínua dos Estados para que as atrocidades do passado não se repitam”, disse o Secretário-Geral.
Ban lembra que a ameaça das armas químicas persiste. No início deste mês, o Secretário-Geral apelou aos 188 Estados que fazem parte da Convenção para que fizessem tudo em seu poder para agregar os oito países que ainda não fazem parte — Angola, Coreia do Norte, Egito, Israel, Mianmar, Somália, Sudão do Sul e Síria. “Até que a Convenção seja universal e os últimos estoques sejam destruídos, a nossa dívida para com as vítimas da guerra química permanecerá não paga.”