ONU pede quase US$5 bi para apoiar refugiados sírios e comunidades de acolhimento

A ONU e parceiros pediram durante conferência na Finlândia 4,63 bilhões de dólares para ajudar sírios que deixaram o país devido ao conflito armado e apoiar as comunidades que os receberam.

“Se esses recursos adicionais não forem garantidos, a ONU e seus parceiros precisarão reduzir a ajuda não apenas aos sírios no país, mas também para refugiados e as comunidades de acolhimento, com consequências catastróficas”, disse o chefe do Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), Stephen O’Brien.

Nações Unidas e parceiros continuam ajudando cerca de 150 mil pessoas deslocadas do leste de Alepo, na Síria. Foto: OCHA / M. Battah

Nações Unidas auxiliam cerca de 150 mil pessoas deslocadas do leste de Alepo, na Síria. Foto: OCHA / M. Battah

A ONU e parceiros pediram na terça-feira (24), durante conferência na Finlândia, 4,63 bilhões de dólares para ajudar sírios que deixaram o país devido ao conflito armado e apoiar as comunidades que os receberam.

“Se esses recursos adicionais não forem garantidos, a ONU e seus parceiros precisarão reduzir a ajuda não apenas aos sírios no país, mas também para refugiados e as comunidades de acolhimento, com consequências catastróficas”, disse o chefe do Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), Stephen O’Brien.

De acordo com a ONU, o principal objetivo do Plano Regional de Refugiado e Resiliência é ajudar mais de 4,7 milhões de refugiados sírios que estão em países vizinhos e atender também 4,4 milhões de pessoas que receberam esses refugiados na Turquia, no Líbano, na Jordânia, no Iraque e no Egito.

“A ausência do auxílio forçará famílias a tentar sobreviver com a ingestão inadequada de alimentos; suspenderá programas de nutrição para bebês no curto prazo; e permitirá que famílias durmam em condições inadequadas”, acrescentou O’Brien.

Segundo o OCHA, cerca de 13,5 mil pessoas no país precisam urgentemente de proteção e ajuda emergencial, incluindo 2 milhões de crianças menores de 5 anos. Além disso, há 13 áreas sob cerco na Síria, com cerca de 650 mil homens, mulheres e crianças sem ajuda humanitária.

“A comunidade internacional deve enviar uma mensagem clara de que está com eles e fornece o suporte urgentemente necessário”, destacou o alto comissário das Nações Unidas para Refugiados, Filippo Grandi.

“Como milhões fugiram da Síria, vimos a extraordinária generosidade e solidariedade por parte dos países e comunidades de acolhimento — e eles não devem ser deixados de lado”, acrescentou a administradora do do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Helen Clark.

“As agências das Nações Unidas e as ONGs estão empenhadas em ajudar os governos e as comunidades anfitriãs a construir a resiliência face a essa crise. Fizemos grandes avanços, mas precisamos de mais apoio”, continuou.

O novo financiamento soma-se aos 3,4 bilhões de dólares que a ONU já havia pedido para a resposta humanitária de 2017.