ONU pede que comunidade internacional trabalhe em conjunto pelo fim do conflito árabe-israelense

“Reconhecemos plenamente a dimensão complexa da situação de segurança em Gaza, no entanto, o preço não deve ser pago pelo povo”, disse o subsecretário-geral da ONU para Assuntos Políticos, Jeffrey Feltman.

Um menino palestino entre os escombros de uma casa destruída na cidade de Gaza. Foto: ONU (foto de arquivo)

Um menino palestino entre os escombros de uma casa destruída na cidade de Gaza. Foto: ONU (foto de arquivo)

A “perigosa escalada” de tensão entre a Faixa de Gaza e Israel na semana passada serve como mais um lembrete de que a comunidade internacional deve trabalhar em conjunto para resolver o conflito árabe-israelense e restaurar as perspectivas de paz em todo o Oriente Médio, afirmou o subsecretário-geral da ONU para Assuntos Políticos, Jeffrey Feltman.

“Na semana passada, com a situação na Faixa de Gaza, passamos muito perto de uma outra crise em uma região já volátil”, disse Feltman, referindo-se às dezenas de foguetes que foram disparados contra Israel, incidentes na fronteira e as retaliações de Israel que causaram a morte ou ferimento de civis.

“Reconhecemos plenamente a dimensão complexa da situação de segurança em Gaza, no entanto, o preço não deve ser pago pelo povo”, disse ele, explicando que no contexto da deterioração das condições humanitárias e do desenvolvimento, a ONU considera que é cada vez mais difícil prestar assistência para a população de Gaza enquanto as restrições de acesso, inclusive para as operações da ONU, persistem e até aumentam.

“O status quo não é sustentável”, disse Feltman, ressaltando que o Oriente Médio ainda enfrenta um futuro imprevisível, com múltiplas fontes de incerteza. Mas o que é certo é que o conflito árabe-israelense não pode ser ignorado na formação desse futuro, afirmou.

“O secretário-geral [da ONU, Ban Ki-moon] continua convencido de que a solução do problema palestino-israelense, na forma de uma solução negociada de dois Estados, é a melhor contribuição que podemos dar neste momento para a estabilidade regional.”