Subsecretária-Geral para Assuntos Humanitários, Valerie Amos visitou a Síria e o Líbano. “As famílias estão cansadas e ansiosas, sem perspectivas de ir pra casa tão cedo”.
Cerca de 2,5 milhões de pessoas enfrentam graves problemas humanitários na Síria, à medida que o conflito se torna mais intenso nas áreas habitadas, disse hoje (16) a Subsecretária-Geral das Nações Unidas para Assuntos Humanitários e Coordenadora de Socorro de Emergência, Valerie Amos. Ela pediu ao Governo e aos doadores que deem mais apoio através de organizações não governamentais que atuam nas áreas atingidas.
“Há mais que poderíamos fazer bem agora nas áreas seguras o suficiente e onde estabelecemos parcerias sólidas com ONGs e com o Crescente Vermelho Árabe Sírio”, disse Amos, que está no final de uma visita de três dias ao país dilacerado por conflitos e ao Líbano, para avaliar o impacto da intensificação do conflito e discutir formas de aumentar a assistência humanitária.
Amos disse que as famílias deslocadas que encontrou em suas visitas a Damasco e An Nabk estão cansadas e ansiosas, sem perspectivas de ir pra casa tão cedo. Tendo enfrentado situações traumáticas, estão vivendo agora em instalações públicas e em escolas, à medida que as necessidades de abrigo, cuidado médico, água, alimentação e saneamento crescem.
“A ONU e seus parceiros estão atingindo mais pessoas com a ajuda de emergência a cada mês, mas estamos apenas satisfazendo algumas das necessidades”, afirmou Amos, expressando preocupação especial com o ano letivo previsto para começar em setembro, enquanto as escolas estão sendo usadas como abrigos para os deslocados. “Não há nenhuma razão para que os sírios comuns devam receber menos ajuda quanto é praticamente possível”, Amos disse. “Eu continuo a pressionar o Governo a ser mais flexível na sua abordagem às operações humanitárias.”