Nações Unidas apelam para que direito à manifestação pacífica seja respeitado. Secretário-geral ressalta preocupação especialmente com mulheres após denúncias de violência sexual.

Protestos no Cairo, capital do Egito. Foto: UN News
O escritório de direitos humanos das Nações Unidas pediu nesta terça-feira (2) que o presidente do Egito, Mohamed Morsi, ouça as demandas do povo, expressadas nas manifestações em massa dos últimos dias. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, já havia apelado pela busca de solução pacífica e democrática para a crise.
“Estamos acompanhando com grande preocupação a situação extremamente tensa no Egito e transmitimos uma forte mensagem de solidariedade e apoio ao povo”, disse o porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), Rupert Colville, em Genebra, na Suíça.
O Egito está passando por uma transição democrática desde a derrubada do presidente Hosni Mubarak, há dois anos, na sequência de protestos semelhantes aos observados em outras partes do Oriente Médio e Norte da África – movimento conhecido como “Primavera Árabe”.
Os protestos ocorreram em diversas cidades nos últimos dias, com manifestantes pedindo a renúncia de Morsi. Nesta segunda-feira (1), o Exército do Egito comunicou que os partidos da oposição têm 48 horas para resolver a crise política.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, reforçou nesta segunda-feira (1) o apelo para que todas as partes egípcias cumpram a lei, respeitando o direito à manifestação pacífica. “Ressaltamos, em particular, que esse direito deve ser estendido para manifestantes do sexo feminino, dadas as preocupações com o elevado número de denúncias de agressões sexuais.”