Em meio ao conflito na Síria, coordenador da ONU para o processo de paz no Oriente Médio pede que esforços por fim do conflito entre Israel e Palestina continuem.

Coordenador especial para o Processo de Paz no Oriente Médio, Robert Serry, fala ao Conselho de Segurança. Foto: ONU/Evan Schneider
Enquanto a atenção internacional está, compreensivelmente, voltada para a tragédia contínua na Síria, é igualmente importante garantir a retomada das negociações que visam solucionar o conflito israel-palestino, ressaltou um enviado das Nações Unidas ao Conselho de Segurança nesta quarta-feira (22).
“Acabar com o conflito na Síria é uma questão de grande urgência e deve ser a prioridade da comunidade internacional”, disse Robert Serry, coordenador especial para o Processo de Paz no Oriente Médio, “mas agora não é o momento de atenuar nosso compromisso com o avanço para a retomada das negociações que poderão realizar uma solução para os dois Estados [Israel e Palestina]. Este é o momento para uma ação coordenada em prol de uma iniciativa séria, para que não percamos a pequena abertura que tem sido oferecida nos últimos meses.”
Serry disse que foi incentivado pelo esforço renovado dos Estados Unidos e pelo engajamento pessoal do seu secretário de Estado, John Kerry. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, também se manteve em contato próximo com os dois governos e tem havido um interesse renovado pelas partes regionais interessadas.
Em conversas separadas na semana passada com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, e o presidente palestino, Mahmoud Abbas, Ban encorajou fortemente os esforços já em curso para a retomada das negociações de paz, expressando sua esperança de que eles liderem uma iniciativa de paz real em breve.
“É fundamental que os dois lados invertam as tendências negativas atuais e restaurarem a confiança no outro e na possibilidade de uma solução”, acrescentou Serry.
O coordenador especial disse que estava preocupado com “as recentes tensões em torno da sensível questão de Jerusalém, especialmente quando se tratava das restrições ao acesso de locais sagrados”.
Ele repetiu o apelo de Ban para que a liberdade religiosa de adoradores de todas as religiões fosse respeitada e que todos tivessem acesso a seus locais sagrados. Pediu também que líderes mundiais se abstenham de declarações que possam ser desrespeitosas.