Pelo menos 852 pessoas foram executadas entre julho de 2013 e junho de 2014. Desde janeiro de 2015 mais de 340 pessoas, incluindo pelo menos seis presos políticos e sete mulheres, foram executadas.
Dois especialistas de direitos humanos da ONU condenaram o acentuado aumento das execuções em todo o Irã nas últimas semanas, exortando o governo de Teerã a acatar o apelo da Organização para a suspensão imediata do uso da pena de morte. O país tem assistido a uma onda de execuções nos últimos dois anos. Pelo menos 852 pessoas foram executadas entre julho de 2013 e junho de 2014. Desde janeiro de 2015 mais de 340 pessoas, incluindo pelo menos seis presos políticos e sete mulheres, foram executadas.
“Quando o governo iraniano se recusa até mesmo em reconhecer a extensão total de execuções ocorridas, ele mostra um desprezo pela dignidade humana e pelo direito internacional dos direitos humanos”, disse o relator especial sobre a situação dos direitos humanos no Irã, Ahmed Shaheed, em um comunicado de imprensa nesta sexta-feira (08).
De acordo com um relatório direitos humanos da ONU divulgado no ano passado, o novo Código Penal Islâmico, que entrou em vigor em 2013, agora omite referências a apostasia, heresia e bruxaria. No entanto, continua a permitir a execução de jovens e mantém a pena de morte para as atividades que não constituem a maioria dos crimes graves como o adultério, repetido uso de álcool e a posse e tráfico de drogas.
