“Como as secas raramente respeitam as fronteiras nacionais, elas exigem uma resposta coletiva”, afirma secretário-geral sobre o fenômeno que resulta em pobreza e fome.

Ecossistemas degradados pelas terras secas colocam em risco o bem estar social de milhões de pessoas. Foto: PNUMA/Thien Anh Huynh
Os países devem trabalhar em conjunto para construir resiliência e se preparar contra a seca, ressaltou o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, nesta segunda-feira (17), destacando os altos custos desta ameaça global.
“As secas são difíceis de evitar, mas seus efeitos podem ser suavizados. Como as secas raramente respeitam as fronteiras nacionais, elas exigem uma resposta coletiva”, disse Ban em mensagem para o Dia Mundial do Combate à Desertificação e à Seca (17/06), que este ano tem como tema “Não deixe o nosso futuro secar“.
Do Uzbequistão e do Brasil até o Sahel e a Austrália, a seca afeta todas as regiões do planeta e tem o potencial de afetar a vida de milhões de pessoas. Apenas no mês passado, a Namíbia declarou estado de emergência nacional por causa da seca, visto que 14% da população sofria de insegurança alimentar. “As consequências [da seca] incluem o empobrecimento e o risco de conflitos internos por causa dos recursos de água e terra produtiva”, disse Ban.
O secretário-geral da ONU ressaltou que “o preço da prevenção é mínimo em comparação ao custo posterior de assistência para desastres” e incentivou os países a construírem resiliência às secas por meio da implementação dos resultados da Reunião de Alto Nível sobre a Política Nacional de Seca, realizada em Genebra, Suíça, em março de 2012.
Secretário executivo da Convenção das Nações Unidas do Combate à Desertificação, Luc Gnacadja destacou as conquistas da aldeia de Batodi no Níger, onde 5 milhões de hectares de terra foram restaurados através de sistemas agroflorestais, como um exemplo de progresso. Como resultado da restauração, o lençol freático subiu 14 metros. “As comunidades mais afetadas não estão aguardando, mas liderando o caminho para criar resiliência à seca e segurança da água.”