ONU pede que países cumpram promessas e ajudem as 370 mil vítimas das enchentes no Malauí

O Programa Mundial de Alimentos precisa de 17,5 milhões de dólares para comprar comida e conseguir transporte para alcançar as áreas mais afetadas pelas inundações.

Vítimas da enchente correm para entrar em um barco de resgate da Força de Defesa do Malauí. Foto: PNUD/Arjan van de Merwe

Vítimas da enchente correm para entrar em um barco de resgate da Força de Defesa do Malauí.Foto: PNUD/Arjan van de Merwe

Com estimativa de mais chuvas fortes nos próximos dias, a situação em Malauí é crítica, disse o Programa Mundial de Alimentos da ONU (PMA) nesta terça-feira (03). A agência se esforça para levar ajuda para as 370 mil pessoas afetadas pelas enchentes e apela aos países que prometeram ajuda que honrem sua palavra.

“As áreas afetadas pelas inundações estão isoladas dos mercados e outras cadeias de alimentação”, disse a porta-voz da agência, Elisabeth Byrs. “Estima-se que os danos nas plantações tenham consequências de longo prazo na segurança alimentar.”

A destruição de pontes e estradas complicam a distribuição de alimentos. A agência espera receber outro helicóptero, veículos e embarcações para ajudar nesta tarefa. Para isso, depende da contribuição prometida pelos doadores para apoiar os esforços logísticos. Byrs sublinhou a importância dos Estados honrarem suas promessas de doação, frisando que sem dinheiro, o PMA será incapaz de prover assistência alimentar ou qualquer outra ajuda.

Até o momento, a agência recebeu 10,2 milhões de dólares, mas precisa outros 17,5 milhões. Além de alimentos e material logístico, o PMA mostrou sua preocupação com a questão de higiene e saneamento nos campos.

“Há casos de sarna entre as populações mais afetadas pelas enchentes, bem como casos em ascensão de malária e diarreia. Casos de desnutrição também foram vistos nos campos e devem aumentar progressivamente”, concluiu Byrs.