ONU pede respeito das autoridades de Israel a instalações médicas e direito à saúde

Policias israelenses lançaram gás lacrimogêneo dentro de hospital durante manifestação pacífica da equipe médica contra invasões das forças de segurança de Israel que ocorreram semana passada.

Em Jerusalém Oriental, forças de segurança israelenses armadas invadiram hospital na semana passada. Foto: WikiCommons / Berthold Werner

Em Jerusalém Oriental, forças de segurança israelenses armadas invadiram hospital na semana passada. Foto: WikiCommons / Berthold Werner

Após operações das forças de segurança de Israel num hospital em Jerusalém Oriental, o Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) e outras agências da ONU solicitaram às autoridades do país, na última segunda-feira (2), que respeitem as instalações médicas e o direito à saúde.

Nas terça e quarta-feira da semana passada (27 e 28 de outubro), policiais israelenses armados invadiram o hospital de Makassed para recolher filmagens de câmeras de vigilância e arquivos médicos de uma criança que está sob custódia de Israel. O episódio gerou pânico entre pacientes e funcionários, além de atrapalhar o atendimento.

Na quinta-feira (29), durante manifestação pacífica da equipe médica contra o ocorrido, agentes lançaram gás lacrimogêneo e outros projéteis dentro do edifício do hospital.

“Ações que minam a habilidade dos profissionais de saúde de oferecer cuidado aos que precisam são violações da lei internacional. A conduta das forças de segurança de Israel durante várias entradas no hospital de Makassed, na semana passada, é inaceitável e não deve ser repetida”, disse o coordenador humanitário da ONU para o Território Palestino Ocupado, Robert Piper.

Piper também destacou que serviços médicos estão sendo impedidos de chegar a determinadas localidades, em função do estabelecimento de pontos de vistoria próximos ao hospital Augusta Victoria, após a escalada de violência em Jerusalém Oriental.

“O direito à saúde é um direito humano fundamental que Israel tem que respeitar e proteger em todos os momentos”, afirmou o coordenador, que teve seu pronunciamento apoiado pela Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA), pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).