Segundo a Missão de resposta de emergência da ONU para o ebola, mais de 70% dos enterros de pessoas que morreram do ebola em Guiné, Libéria e Serra Leoa já foram realizados de forma segura.

Campanha porta-a-porta contra o ebola atingiu 100 mil domicílios em vários locais de Serra Leoa. Foto: PNUD Serra Leoa/A. K. Bah
“Temos visto uma resposta extraordinária para o surto do ebola na África Ocidental”, informou o enviado especial do secretário-geral da ONU para o ebola, David Nabarro, nesta segunda-feira (1) ao apresentar, junto com o chefe da Missão de Resposta de Emergência da ONU para o Ebola (UNMEER), Anthony Banbury, os resultados alcançados nos primeiros 60 dias da Missão na região.
Com prazo estabelecido até 1° de dezembro, a UNMEER conseguiu superar a meta de que 70% dos enterros fossem realizados de forma segura no Guiné, Libéria e Serra Leoa. Além disso, estes mesmos países também alcançaram a meta de que 70% dos casos fossem colocados em instalações de tratamento, com exceção de algumas partes de Serra Leoa.
Apesar dos resultados positivos, Banbury alertou que a situação ainda está longe de estar fora de perigo, pois a intensidade de transmissão e os números de novos casos do ebola ainda variam muito a cada dia, de região para região. Por isso, pediu respostas mais ágeis e flexíveis que atendam as necessidades e os momentos de forma mais coordenada e eficaz.
Nos próximos 60 dias, a UNMEER irá em de distrito a distrito nos três principais países afetados para buscar todos os casos e assim chegar a meta de “zero casos”. “Com a transmissão reduzida, o foco será na recuperação e no tratamento, bem como em continuar vigiando para que o vírus não retorne mais aos locais livres”, acrescentou Nabarro.
A UNMEER também informou que o presidente do Mali, Ibrahim Boubacar Keita, anunciou neste fim de semana que não há mais casos de ebola em seu país e o último paciente conhecido foi curado.