ONU pede resposta coerente à ameaça persistente do terrorismo

De acordo com o diretor-executivo do Comitê da ONU contra o Terrorismo, Jean-Paul Laborde, para combater os cerca de 30 mil combatentes oriundos de mais de cem países no mundo é preciso uma resposta global e unificada.

Diretor-executivo do Comitê da ONU contra o Terrorismo, Jean-Paul Laborde, em coletiva de imprensa na sede da ONU em Nova York. Foto: ONU / Rick Bajornas

Diretor-executivo do Comitê da ONU contra o Terrorismo, Jean-Paul Laborde, em coletiva de imprensa na sede da ONU em Nova York. Foto: ONU / Rick Bajornas

O diretor-executivo do Comitê da ONU contra o Terrorismo, Jean-Paul Laborde, disse na semana passada (22) que o terrorismo é uma ameaça mundial e exige uma resposta global e unificada. Atualmente, cerca de 30 mil combatentes oriundos de mais de cem países no mundo participam de atividades terroristas.

“Não há dúvidas de que a ameaça do terrorismo continua sendo persistente e, infelizmente, realizável, como temos observado em muitos lugares. Nesse sentido, um país sozinho não é capaz de combater o fenômeno”, disse Jean-Paul em uma coletiva de imprensa na sede da ONU em Nova York.

De acordo com Laborde, embora a expansão territorial e a força militar do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL, também conhecido como Da’esh) tenham sido reduzidas nos últimos meses, as capacidades do grupo ganharam status de uma “organização terrorista real”.

Este ano, segundo observou Laborde, o grupo foi capaz de “cometer ou indiretamente inspirar” pelo menos 393 ataques em 16 países durante o mês do Ramadã – de 6 de junho a 5 de julho –, sendo a maioria no Iraque e na Síria.

Para o diretor-executivo, a primeira ação a se fazer é reduzir a zero o território do ISIL, de modo a fazer com que o chamado do grupo armado não seja mais uma esperança para ninguém.

Laborde também destacou a importância da cooperação dos esforços internacionais de combate ao terrorismo, inclusive da colaboração da sociedade civil e do setor privado. Segundo ele, as forças policiais devem aprimorar a inteligência através de melhores relações com as comunidades, de maneira a motivar as pessoas a falarem com as autoridades quando observarem atividades suspeitas.

“Nós – a comunidade universal em geral – não estaremos em posição de combater de maneira eficaz o terrorismo sem o apoio do governos e da sociedade. Esta sociedade tem de ser a base para o combate aos terríveis atos contra civis”, concluiu.