ONU pode enviar missão de paz ao Mali em julho

Subsecretário-Geral da ONU para Operações de Manutenção da Paz visitou o país africano para avaliar as opções possíveis para uma presença das Nações Unidas.

Refugiados malineses com seus pertences após chegar no acampamento Goudebou, em Burkina Faso. Foto: ACNUR/H.Reichenberger

Refugiados malineses com seus pertences após chegar no acampamento Goudebou, em Burkina Faso. Foto: ACNUR/H.Reichenberger

As Nações Unidas podem ter uma operação de manutenção da paz no Mali em julho deste ano, com a aprovação do Governo do Governo do Mali e do Conselho de Segurança da ONU, disse neste sábado (16) um funcionário ONU ao encerrar sua visita de uma semana ao país africano.

“Em julho podemos ver a transferência da AFISMA para uma missão de estabilização da ONU”, disse o Subsecretário-Geral da Organização para Operações de Manutenção da Paz, Edmond Mulet, a jornalistas na capital do país, Bamako, referindo-se à Missão africana do Mali conhecida por sua francês sigla – AFISMA.

Em dezembro de 2012, a pedido do Governo do Mali, o Conselho de Segurança autorizou a implantação da AFISMA para apoiar os esforços nacionais para recuperar o norte, que haviam sido ocupados por radicais islâmicos. O conflito deslocou centenas de milhares de pessoas e levou o Governo do Mali a solicitar a assistência da França para deter o avanço militar de grupos extremistas.

Mulet foi ao Mali avaliar as opções possíveis para uma presença da ONU. Falando à imprensa no sábado, ele ressaltou que qualquer força da ONU se concentraria em apoiar as autoridades do Mali e proteger os civis.

“A soberania do Mali é o principal objetivo deste apoio internacional”, disse Mulet. “Não é para criar um bloqueio entre o norte e o sul. Os membros do Conselho de Segurança e os Estados-Membros são muito claras sobre a necessidade de o Mali estender sua autoridade sobre todo o seu território”, acrescentou.

Os 15 membros do Conselho de Segurança da ONU precisariam votar sobre qualquer presença da ONU no país. Essa autorização é susceptível de ser motivo de debate após um relatório do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon. Após a aprovação pelo Conselho de Segurança, a implantação da missão levaria de um a dois meses.