“Nós continuamos apoiando esforços em muitas frentes e não vamos esquecer das pessoas afetadas em Bohol”, afirma coordenadora da ONU no país, a brasileira Luiza Carvalho.

Homens em uma moto passam por uma estrada danificada perto da cidade de Loon, em Bohol, na Filipinas, após o terremoto em 15 de outubro de 2013. Foto: IRIN/Jason Gutierrez
Cerca de quatro meses após um forte terremoto ter devastado partes da Ilha de Bohol, nas Filipinas, a coordenadora residente da ONU e coordenadora humanitária da Organização no país, a brasileira Luiza Carvalho, está pedindo que doadores forneçam 19 milhões dólares para as necessidades urgentes de abrigo, saúde, educação e esforços de recuperação rápida para as áreas afetadas.
A equipe humanitária da ONU no país revisou e divulgou o novo orçamento para seu plano de ação nesta quinta-feira (6). Ao invés de 46,8 milhões de dólares pedidos em outubro de 2013, dos quais 15,1 milhões já foram atingidos, a ONU está pedindo 33,8 milhões. A redução do pedido de financiamento foi possível após avaliações detalhadas das partes interessadas e consultas com o governo filipino.
“As organizações não governamentais locais e nacionais estão desempenhando um papel fundamental na resposta [humanitária] em Bohol, e isso se reflete no plano de ação revisto”, disse Carvalho.
“Duas novas organizações não governamentais nacionais e cinco novas organizações locais incluíram projetos no plano revisto. Todos eles têm a capacidade de implementar os projetos em Bohol. Mas precisam urgentemente de financiamento para ter sucesso.”
Segundo a ONU, a maioria das cerca de 368 mil pessoas cujas casas foram danificadas ou destruídas no terremoto ainda vive em suas casas ou em barracas nas proximidades. Como tremores ainda são comuns, a criação de abrigos é urgentemente necessária para ajudar a população.
Deslizamentos de terra e tremores forçam as pessoas a deixar suas casas e se abrigar em barracas, enquanto inundações e fortes chuvas fazem com que elas tenham que voltar para suas casas danificadas.
“Nós continuamos apoiando os esforços das autoridades em muitas frentes e não vamos esquecer o sofrimento das pessoas afetadas em Bohol”, afirmou Carvalho.