A Organização Internacional para as Migrações (OIM) reconheceu neste mês o trabalho de duas repórteres brasileiras, que participaram do Prêmio Sul-Americano de Jornalismo sobre Migração. Ângela Bastos, do Diário Catarinense, foi uma dos vencedores da premiação pela reportagem Fronteira Aberta, sobre migrantes e refugiados do Haiti, Senegal e Síria. Carolina Holland, do G1, recebeu menção honrosa por matéria sobre o desemprego entre mulheres haitianas em Cuiabá.

Vencedores recebem prêmio em cerimônia promovida pela OIM em Buenos Aires. Foto: OIM
A Organização Internacional para as Migrações (OIM) reconheceu neste mês (16) o trabalho de duas repórteres brasileiras, que participaram do Prêmio Sul-Americano de Jornalismo sobre Migração. Ângela Bastos, do Diário Catarinense, foi uma dos vencedores da premiação pela reportagem Fronteira Aberta, sobre migrantes e refugiados do Haiti, Senegal e Síria. Carolina Holland, do G1, recebeu menção honrosa por matéria sobre o desemprego entre mulheres haitianas em Cuiabá.
Em Buenos Aires para a cerimônia de entrega da premiação, Ângela disse que busca nos direitos humanos um norte para o seu trabalho. “Eu venho de um país que tradicionalmente sempre recebeu muitos imigrantes. O Brasil é um país com suas fronteiras e portas abertas”, afirmou a repórter.
Lembrando ondas recentes de migração com destino ao Brasil, como os deslocamentos de haitianos e de refugiados sírios, a jornalista acrescentou que “a importância dessa premiação é no sentido de nos fazer pensar como o Brasil está recebendo esse imigrante”.
Ângela foi uma dos oito vencedores escolhidos pela OIM. Acesse a matéria da jornalista clicando aqui.
#PremioPeriodismoOIM: Angela Bastos – Artigo Fronteira Aberta, publicado no Jornal Diário Catarinense do #Brasil @dconline
Angela apresenta diferentes casos de integração bem sucedida de migrantes que chegaram em Santa Catarina, que deixaram seus países por diversas razões. pic.twitter.com/QglpZOevyU— OIM América del Sur (@OIMSuramerica) 21 de março de 2018
Para Carolina Holland, que também esteve na capital argentina, o jornalismo deve “dar voz a quem não tem voz”. A importância da profissão, segundo ela, é também “poder relatar situações de abuso e de desrespeito aos direitos humanos”.
“O imigrante, como qualquer outra pessoa, também tem seus direitos. Muitas vezes, nós temos, no Brasil e em outros países, esses direitos desrespeitados. Então, nós precisamos ser esse olho que vê (as violações) e ser a voz dessas pessoas também.”
A jornalista foi reconhecida pela matéria Com desemprego que atinge a 90%, haitianas se capacitam em busca de vaga em Cuiabá — leia clicando aqui.
Durante a entrega dos prêmios, o diretor regional da OIM para a América do Sul, Diego Beltrand, lembrou o papel dos meios de comunicação na formação da opinião pública sobre movimentos migratórios. Para o dirigente, veículos precisam não apenas falar sobre os direitos de quem migra, mas também adotar uma linguagem inclusiva, a fim de combater o racismo, a xenofobia e a discriminação.
#PremioPeriodismoOIM Menção Especial #Brasil @CarolinaHolland pelo o artigo ‘Com desemprego que atinge a 90%, haitianas se capacitam em busca de vaga em Cuiabá’, publicado no G1 @g1brasil, do Brasil.@OIMBrasil pic.twitter.com/6yyexdQcBX
— OIM América del Sur (@OIMSuramerica) 22 de março de 2018