ONU prevê média de crescimento de 3,2% para América Latina e Caribe em 2014

Segundo o relatório, em 2014 o crescimento regional será liderado pelo Panamá, com 7%, seguido pela Bolívia e Peru (5,5%). Projeta-se que a Argentina e o Brasil cresçam 2,6%.

Relatório foi lançado na sede da CEPAL em Santiago do Chile. Foto: ONU/Stephenie Hollyman

As economias dos países da América Latina e do Caribe devem crescer 3,2% em 2014, refletindo uma retomada do crescimento, se comparado com os 2,6% de 2013. Esta informação faz parte do Balanço Preliminar das Economias da América Latina e do Caribe 2013, divulgado nesta quarta-feira (11) pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), em sua sede no Chile.

Segundo o Balanço, em 2014 o crescimento regional será liderado pelo Panamá, com 7%, seguido pela Bolívia (5,5%), Peru (5,5%), Nicarágua (5%), República Dominicana (5%), Colômbia, Haiti, Equador e Paraguai (os quatro com 4,5%). Projeta-se que a Argentina e o Brasil cresçam 2,6%; Chile e Costa Rica 4%, Guatemala, México e Uruguai 3,5%, e a Venezuela, 1%.

Em seu relatório anual, a CEPAL indica que um menor dinamismo da demanda externa, uma maior volatilidade financeira internacional e uma queda no consumo foram os fatores que incidiram em um desempenho econômico mais modesto dos países em 2013, o que fez cair a estimativa de 3% prevista pelo organismo em julho passado.

Para o próximo ano espera-se que um cenário externo moderadamente mais favorável contribua para aumentar a demanda externa e, portanto, as exportações da região. De igual modo, o consumo privado continuará se expandindo, ainda que a taxas mais baixas do que em períodos anteriores, sempre que se mantenha o desafio de aumentar o investimento na região.

“O cenário da economia mundial em 2014 acarreta para a América Latina e para o Caribe oportunidades e ameaças”, afirmou a secretária executiva da CEPAL, Alicia Bárcena, na apresentação do relatório.

“Entre as oportunidades, observamos um aumento no comércio internacional e a possibilidade de aproveitar as desvalorizações cambiais que estão ocorrendo para assegurar mudanças sustentadas dos preços relativos. Isto, juntamente com a implementação de políticas industriais que apoiem o crescimento, impulsionem a integração regional e atendam a pequena e média empresa, pode contribuir para obter maiores investimentos na diversificação da produção do setor comercializável e para reduzir  a heterogeneidade estrutural existente na região”, ressaltou Bárcena.

Entre as ameacas que a região deverá enfrentar encontram-se uma persistente volatilidade na economia global e um maior custo do financiamento externo, assim como uma menor contribuição do consumo ao crescimento do produto interno bruto (PIB) e uma deterioração da conta corrente regional.

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