Nações Unidas querem esforços internacionais para prever e atenuar as ameças de objetos próximos da terra.

A coincidência marcante da passagem próxima da terra do asteroide 2012 DA14 e a colisão de um grande meteoro na região russa de Chelyabinsk no dia 15 de fevereiro mostrou mais uma vez a necessidade de esforços internacionais coordenados para prever e, se necessário, atenuar as ameaças colocadas por objetos próximos da Terra no futuro.
Este foi um dos itens principais da agenda do Subcomitê Científico e Técnico da ONU, que concluiu sua 50ª sessão na sexta-feira (22) em Viena, capital da Áustria.
A subcomissão aprovou o relatório do seu Grupo de Trabalho sobre Objetos Próximos da Terra (NEOs), que recomendou a criação de uma rede internacional de alerta de asteroides (IAWN).
A IAWN seria resultado da cooperação entre as instituições que já estão realizando muitas das funções de avaliação, incluindo a descoberta, monitoramento e caracterização física dos perigos dos NEOs, e manteria uma instalação reconhecida internacionalmente para o recebimento, reconhecimento e processamento de todas as observações sobre os NEOs.
“Já em 1995, o Escritório das Nações Unidas para Assuntos do Espaço Sideral (UNOOSA) organizou a Conferência das Nações Unidas sobre Objetos Próximos da Terra, realizada em Nova York, para sensibilizar os Estados-Membros para a ameaça potencial de NEOs, dadas as consequências globais de seu impacto”, disse a diretora do UNOOSA, Mazlan Othman, em coletiva de imprensa no dia 20 de fevereiro que discutiu recomendações para uma resposta internacional para o problema, tal como proposto pela Equipe de Ação das Nações Unidas sobre os NEOs.
Outros itens-chave para discussão pela subcomissão incluem o uso do espaço exterior no futuro sustentável, a atenuação de detritos espaciais e a gestão de desastres e de investigação do clima espacial.