A população de deslocados internos na Ucrânia é de 430 mil pessoas, 170 mil a mais do que no início de setembro. Cerca de 95% dos deslocados são do leste do país.

Ucraniana com a filha e a amiga em centro para deslocados em Slavyansk. Foto: ACNUR
Com a crise na Ucrânia entrando em seu primeiro inverno, o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR) corre contra o tempo para ajudar as pessoas mais vulneráveis pelo deslocamento a lidar com as condições do frio rigoroso.
“O combate no leste e a consequente interrupção de serviços básicos continuam a impulsionar mais pessoas a deixarem suas casas”, disse, nesta quarta-feira (29), o porta-voz do ACNUR, Adrian Edwards. Ele acrescentou que a necessidade de ajuda humanitária tem aumentado, especialmente no entorno das cidades de Donetsk, Kharkiv e Kiev, e nas regiões de Dnipropetrovsk e Zaporizhzia.
A população de deslocados internos na Ucrânia é de 430 mil pessoas, 170 mil a mais do que no início de setembro. Cerca de 95% dos deslocados são do leste do país e estão concentrados em Donetsk, Kharkiv, Kiev, entre outras cidades. Em todas elas, o ACNUR tem distribuído ajuda aos mais vulneráveis.
Enquanto isso, mais de 207 mil ucranianos solicitaram refúgio ou asilo temporário na Rússia desde o início deste ano, de acordo com o Serviço Federal de Migração. Além disso, cerca de 180 mil ucranianos têm solicitado outras formas de permanência legal na Rússia, tais como autorizações de residência temporárias ou permanentes. Um grande número de ucranianos está chegando à Rússia sob o regime de isenção de vistos entre os dois países.
Desde o final de setembro, mais de 6.600 ucranianos pediram refúgio nos países da União Europeia (UE) em comparação às 903 solicitações durante todo o ano de 2013. O país da União Europeia que recebeu o maior número de solicitações de refúgio de ucranianos foi a Polônia (1.632), seguida da Suécia (841). Além disso, 581 ucranianos buscaram refúgio este ano na Bielorrússia.