Na primeira conferência sobre a questão, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) diz que ameaça de cibercrimes e ataques cibernéticos estão crescendo nos últimos anos, principalmente em países em desenvolvimento.
A comunidade internacional deve intensificar seus esforços em proteger instalações nucleares globais de ataques cibernéticos, declarou nesta segunda-feira (01) o chefe da Agência Internacional de Energia Atômica ao abrir em Viena a primeira conferência das Nações Unidas sobre essa questão.
O diretor-geral da AIEA, Yukiya Amano, disse para mais de 650 especialistas de 92 Estados-membros que a primeira Conferência Internacional sobre Segurança Informática num Mundo Nuclear envia uma “importante mensagem” de que o mundo leva a “sério a proteção nuclear e de outros materiais radioativos”.
“Relatos de ataques cibernéticos são agora praticamente uma ocorrência diária”, disse Amano, alertando que a indústria nuclear não está imune da ameaça global. A ameaça de cibercrimes e ataques cibernéticos vem crescendo firmemente nos últimos anos, principalmente em países em desenvolvimento, onde criminosos podem explorar brechas na lei e medidas de segurança fracas.
O evento é coorganizado com a União Internacional de Comunicações (UIT), o Instituto Inter-regional das Nações Unidas para Pesquisas sobre Crime e Justiça (UNICRI) e a Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol).
