ONU quer solução política para conflito no Mali

Paralelamente, agências de ajuda humanitária fazem novo apelo para receber recursos que irão auxiliar na saúde e educação da população local.

Malineses em Burkina Faso se protegem de uma tempestade de areia. Ajuda aos refugiados ainda é necessária. Foto: ACNUR/B. Sokol

Malineses em Burkina Faso se protegem de uma tempestade de areia. Ajuda aos refugiados ainda é necessária. Foto: ACNUR/B. Sokol

Em reunião com funcionários das Nações Unidas e de governos de Estados-Membros, o Subsecretário-Geral para Assuntos Políticos da ONU, Jeffrey Feltman, reiterou a importância do processo político no Mali. Agências que fazem trabalhos humanitários também pediram mais financiamento para ajudar as centenas de milhares de malineses expulsos de suas casas.

“Devemos redobrar nossos esforços para garantir que o processo político, fundamental para a estabilidade do Mali, tanto a curto quanto a longo prazo, não seja ofuscado pelos operações militares em andamento”, disse Feltman na sexta-feira (19) na quarta reunião do Grupo de Acompanhamento e Suporte ao Mali, realizada na capital do país, Bamaco.

A reunião também contou com representantes da União Africana, da União Europeia e da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

Em seu discurso, Feltman também discutiu os desafios na realização de eleições presidenciais agendadas para o dia 7 de julho e eleições legislativas no dia 21 do mesmo mês.

“Apelamos à comunidade internacional para intervir e fornecer apoio financeiro e logístico oportuno para as eleições”, disse, ressaltando que a ONU está intensificando seus esforços em prol dos preparativos para uma eleição transparente e crível em consonância com os padrões internacionais.

Enquanto isso, a agência de refugiados da ONU (ACNUR) reiterou também na sexta-feira (19) o apelo para receber os 144 mil dólares para cobrir a proteção básica e as necessidades de assistência para os refugiados do país e as pessoas deslocadas internamente.

“Até agora recebemos apenas 32% desse montante”, disse o porta-voz do ACNUR, Adrian Edwards, a jornalistas em Genebra.