ONU reafirma compromisso de apoiar a União Europeia para lidar com crise no Mediterrâneo

Parceria responde a uma série de naufrágios mortais desde meados de abril que chamaram a atenção mundial sobre os riscos que refugiados e migrantes correm para chegar à Europa.

Barco transportando requerentes de asilo e migrantes no mar Mediterrâneo. Foto: ACNUR / L. Boldrini

Barco transportando requerentes de asilo e migrantes no mar Mediterrâneo. Foto: ACNUR / L. Boldrini

Os chefes das agências da ONU se comprometeram a trabalhar em estreita colaboração com a União Europeia (UE) após a decisão do organismo de “mobilizar todos os esforços ao seu alcance para evitar mais perdas de vidas no mar e combater as origens das causas dessa emergência humana”.

A promessa foi feita através de uma declaração conjunta emitida nesta segunda-feira (27) pelo alto comissário da ONU para os refugiados, António Guterres; o alto comissário da ONU para os direitos humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein; o representante especial da ONU para a Migração Internacional e Desenvolvimento, Peter Sutherland/ e o diretor-geral da Organização Internacional para as Migrações (OIM), William Lacy Swing.

No comunicado, os representantes da ONU e da OIM lembraram à União Europeia que os “esforços para deter o tráfico humano será em vão a não ser que medidas sejam adotadas para lidar com as políticas restritivas de migração na Europa, bem como os fatores promotores do conflito, como as violações de direitos humanos e privação econômica em muitos países de origem e trânsito”.

Para eles, as medidas de imposição da lei devem ser acompanhadas de esforços para “reduzir a necessidade dos migrantes e refugiados de buscar traficantes de pessoas em primeiro lugar” e afirmaram que a situação atual exige a adoção de medidas que vão além da segurança fronteiriça.

Por outro lado, o ACNUR informou que a agência e seus parceiros já ajudaram a mais de 1.242 pessoas resgatadas em águas líbias e levadas, em sua maioria, para centros de deteção desde meados de abril.