Após nove meses violência diminui, mas a Costa do Marfim ainda necessita de recursos para que a ajuda humanitária chegue aos mais de três milhões de deslocados.
A Secretária-Geral Adjunta para Assuntos Humanitários e Vice-Coordenadora de Emergência das Nações Unidas, Catherine Bragg, está na Costa do Marfim para avaliar a situação humanitária do país, após os violentos distúrbios que atingiram a pequena nação africana no começo do ano passado e que chamaram a atenção para os problemas do país logo após as eleições.
O foco do trabalho de Bragg será garantir o retorno de deslocados internos e refugiados que fugiram da violência que irrompeu quando o Presidente Laurent Gbagbo se recusou a sair do cargo, após perder as eleições legitimadas pela ONU para Alassane Ouattara, que acabou sendo empossado em abril do ano passado.
As prioridades da ajuda também incluem implementação da reforma em andamento nas áreas de segurança, desarmamento, desmobilização e a reinserção dos antigos combatentes na vida civil, assim como uma reforma agrária.
Bragg fez, junto a outros funcionários da ONU, um apelo por recursos para assistir os mais de três milhões de pessoas necessitadas no país. “Há necessidades substanciais que demandam recursos para lidar com os problemas persistentes. Os recursos permitiriam um retorno digno e voluntário e a abertura de um processo de reintegração sustentável”.