Vice-porta-voz do Secretário-Geral afirmou que o material está sendo traduzido e será estudado pelas Nações Unidas, mas adesão ao tratado não é imediata.

Vice-porta-voz da ONU, Farhan Haq. Foto: ONU
O vice-porta-voz do secretário-geral Ban Ki-moon, afirmou que a ONU recebeu, nesta quinta-feira (12), documentos do governo da Síria para adotar a Convenção de Armas Químicas, informou a Rádio ONU. Segundo Farhan Haq, o material está sendo traduzido e será estudado pelas Nações Unidas. A adesão da Síria não será imediata, já que um processo deve ser seguido.
Haq explicou que existem várias formas de um país adotar o tratado que proíbe o uso de armas químicas. Isso pode ser feito através da assinatura, ratificação ou por adesão, como foi o caso agora.
O vice-porta-voz disse que esse é o primeiro passo para se tornar membro da Convenção e que o processo levará alguns dias até que o país possa formalmente adotar o tratado.
Haq esclareceu que o Secretário-Geral, Ban Ki-moon, ainda não recebeu o relatório da equipe de investigação da ONU, comandada por Ake Sellström, sobre o alegado uso de armas químicas na Síria. Descartando os rumores que surgiram na imprensa de que o documento seria apresentado na segunda-feira, Haq afirmou não saber quando o relatório será divulgado. Ele disse ainda que, para acelerar o processo de análise, o material colhido pela equipe de Sellström está sendo examinado em quatro laboratórios europeus.
Ele declarou também que o representante especial da ONU e da Liga Árabe para a Síria, Lakhdar Brahimi, se reuniu nesta quinta-feira (12), em Genebra, com o secretário de Estado americano, John Kerry. Brahimi também irá se reunir com o ministro das relações exteriores da Rússia, Sergey Lavrov.
O presidente do Conselho de Segurança, o embaixador australiano Gary Quinlan, afirmou (12) que as discussões sobre a Síria continuam, principalmente entre os cinco membros permanentes do grupo. Segundo Quinlan, é necessário quebrar o impasse nos debates entre a China, os Estados Unidos, a França, a Grã-Bretanha e a Rússia.