Mais de 840 milhões de pessoas ainda sofrem com subnutrição no mundo e, por isso, essas conquistas são passos importantes para garantir a segurança alimentar e permitir a inclusão, afirmou o chefe da FAO.

Os ministros da China, Chile e Marrocos, reunidos com o diretor-geral da FAO durante a cerimônia de premiação. Foto: FAO/Alessandra Benedetti
Chile, China e Marrocos se juntaram a um grupo crescente de países que alcançaram progressos na luta contra a fome e a desnutrição, anunciou a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) esta semana.
“Ainda hoje, em um mundo com oferta de comida abundante, mais de 840 milhões de pessoas ainda estão subnutridas”, disse o diretor-geral da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva. “Garantir a segurança alimentar e ajudar as pessoas a superar a pobreza extrema são os primeiros passos para construir o futuro de inclusão que queremos, no qual ninguém ficará para trás.”
“Há um ano nós comemoramos os primeiros 38 países que tinham atingido a meta do Objetivo do Desenvolvimento do Milênio (ODM), três anos antes do prazo de 2015. Dezoito deles também cumpriram a meta da Cúpula Mundial da Alimentação (CMA). Agora nos reunimos para reconhecer os esforços de outros três países”, disse Graziano da Silva.
Durante a cerimônia na sede da FAO em Roma, o diretor-geral premiou a China e o Marrocos por alcançar a meta do ODM de reduzir pela metade a proporção de pessoas com fome até 2015. O Chile, que já tinha alcançado esse objetivo em 2012, recebeu um diploma por cumprir uma meta ainda mais ambiciosa estipulada pela CMA, ao reduzir o número de pessoas que passam fome em seu país antes do final de 2015, usando como comparação os indicadores de 1990.
Tais conquistas, disse o chefe da FAO, mostram como o compromisso político está sendo transformado em ações efetivas e resultados concretos na luta contra a fome.