Apesar da promessa do governo, campo voltou a ser alvo de ataques. Refugiados estão totalmente cercados: dentro do campo, por terroristas e outros grupos armados, e ao redor do mesmo, pelas forças governamentais.

Refugiados palestinos
vivem em áreas de conflito na Síria, como Yarmouk, Khan Eshieh e ao redor de Dera’a. Foto: UNRWA/Taghrid Mohammed
Depois de um ataque noturno ao campo de refugiados Yarmouk, a Agência da ONU de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) pediu, neste sábado (02), ao governo sírio, que se abstenha de usar armamentos em áreas povoadas, “incluindo bombardeios, cujos efeitos indiscriminados expõem os civis a perigo e sofrimento indiscriminados”.
“Os civis do campo de refugiados passaram uma noite de trauma e angústia extrema”, disse a agência, que está monitorando de perto a situação para reportar sobre mortos e feridos entre os civis. Esse foi o segundo ataque ao campo de refugiados de Yarmouk em poucos dias, apesar das garantias do governo sírio de não atingir o local enquanto civis permanecerem na localidade. Em 28 de abril, Yarmouk foi alvo de bombardeios e forte artilharia, em uma ofensiva condenada pelo secretário-geral da ONU.
O chefe das Nações Unidas lembrou que os refugiados estão totalmente cercados: dentro do campo, por terroristas e outros grupos armados, e ao redor do mesmo, pelas forças governamentais. Ele pediu ao governo sírio para cessar imediatamente qualquer operação militar que possa colocar a vida dos civis em perigo e pediu a todas as partes do conflito que suspendam os ataques para levar ajudar humanitária aos moradores de Yarmouk.