Novos assentamentos em território palestino ocupado ferem a lei internacional e podem comprometer para sempre a solução dos dois Estados para o conflito na região.
O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, renovou ontem (14) o pedido para que Israel desista dos novos planos de assentamento em Jerusalém Oriental, território palestino ocupado. Ele também ressaltou a importância dos protestos contrários a esses planos continuarem pacíficos, bem como as reações israelenses aos manifestantes.
Em declaração anterior, lançada poucos dias após o anúncios dos planos de construção de 3 mil novas unidades na área E1, que poderia separar completamente Jerusalém Oriental do resto da Cisjorndânia, o Secretário-Geral advertiu que este ato representaria um “golpe quase fatal para as chances remanescentes de assegurar uma solução de dois Estados para o conflito israelo-palestino.”
“Neste período particularmente difícil para a região, todos os interessados devem fazer sérios esforços no sentido de criar condições para a retomada de negociações de paz significativas e para proteger o futuro do processo de paz, que está em perigo”, afirmou Ban na declaração, reiterando também que os assentamentos israelenses na Cisjordânia são ilegais sob a lei internacional.