ONU ressalta que a cultura é vital na agenda global de desenvolvimento pós-2015

UNESCO afirma que cultura é inovação e diversidade e, através da Declaração de Florença, defende a integração da cultura à agenda de desenvolvimento pós-2015.

Os participantes do 3º Fórum Mundial da UNESCO sobre Cultura e Indústrias Culturais adotaram a Declaração de Florença, defendendo a integração da Cultura à agenda de desenvolvimento pós-2015. Foto: UNESCO / Antonio Viscido.

Os participantes do 3º Fórum Mundial da UNESCO sobre Cultura e Indústrias Culturais adotaram a Declaração de Florença, defendendo a integração da Cultura à agenda de desenvolvimento pós-2015. Foto: UNESCO / Antonio Viscido.

A diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura (UNESCO), Irina Bokova, afirmou durante o 3º Fórum Mundial da UNESCO sobre Cultura e Indústrias Culturais, que aconteceu em Florença entre 2 e 4 de outubro, que “a vitalidade cultural é sinônimo de inovação e diversidade”.

Bokova defendeu que “a cultura cria emprego, gera renda e estimula a criatividade. É um vetor multifacetado de valores e identidade. Mais que isso, a cultura é uma alavanca que promove a inclusão social e o diálogo”.

Ao final do Fórum, os 300 participantes adotaram a Declaração de Florença, que defende a integração da cultura à agenda de desenvolvimento pós-2015, a qual as Nações Unidas devem adotar no primeiro semestre do próximo ano.

A declaração é o resultado de consultas nacionais sobre desenvolvimento e cultura realizadas pela UNESCO em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) na Bósnia e Herzegovina, Equador, Mali, Marrocos e Sérvia.

“As consultas nacionais revelaram até que ponto a cultura tem o poder de atrair e mobilizar as pessoas. A cultura é a chave para políticas mais inclusivas, portanto, mais sustentáveis”, afirmou o ministro da Cultura do Marrocos, Mohamed Amin Sbihi.

Já o representante do ministro da Cultura do Mali, Aminata Haidara Sy, lembrou a importância da preservação do patrimônio cultural para permitir o diálogo e a unidade nacional ao citar os exemplos dos manuscritos e dos mausoléus de Timbuktu.

O ministro dos Assuntos Civis da Bósnia e Herzegovina, Serdoje Novic, ressaltou os benefícios que o investimento nas artes trazem para o desenvolvimento urbano sustentável, e o ministro da Cultura da Sérvia, Ivan Tavosac, lembrou o dinamismo do cinema e das artes como um todo, contribuindo para o desenvolvimento e a inovação.

A Declaração de Florença clama especialmente aos governos, à sociedade civil e ao setor privado para melhorar capacidades humanas e institucionais, criar ambientes legais e políticos, pensar novos modelos de parceria e estratégias de investimento inovadoras e criar pontos de referência e de indicadores de impacto para monitorar e avaliar a contribuição da cultura para o desenvolvimento sustentável.