Organização vai realocar temporariamente 26 trabalhadores e seus familiares por causa da crescente violência. No domingo, campo de refugiados foi atacado por militares.
As Nações Unidas estão temporariamente retirando 26 funcionários não essenciais e seus familiares da Síria por causa da crescente preocupação internacional em relação à violenta repressão das forças do governo contra manifestantes civis.
De acordo com o Coordenador Especial das Nações Unidas para o Líbano, Michael Williams, a situação em Latakia é “muito preocupante”. Os militares sírios realizam um duro ataque na cidade desde o fim de semana. Dezenas de pessoas morreram.
A incursão em Latakia é a mais recente de uma série de confrontos entre as forças do governo e manifestantes desde que um grande número de pessoas começou a ir para as ruas no meio de março pedindo maior liberdade civil.
Os protestos fazem parte de um levante pelo norte da África e Oriente Médio que já derrubaram os ditadores da Tunísia e do Egito e provocaram o conflito na Líbia.
Duas mil pessoas morreram na Síria nos últimos cinco meses e a ONU condenou na violência. No domingo (14/08), a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos (UNRWA) expressou grave preocupação com os confrontos em Latakia, onde o campo para refugiados palestinos foi atacado pelos militares.