ONU revoga estado de fome em três áreas da Somália

Ajuda humanitária chega a 2,2 milhões de pessoas no país. “Progresso é frágil e precisa ser sustentado”, alerta Subsecretária-Geral para Assuntos Humanitários, Valerie Amos.

Três áreas da Somália saíram oficialmente do estado de fome na sexta-feira (18/11) como resultado da ampla ajuda humanitária distribuída na região. Mas a Organização das Nações Unidas alerta que a situação continua crítica para milhões de pessoas no país.

De acordo com a Unidade de Análise em Segurança Alimentar e Nutrição da ONU para a Somália, a situação melhorou na costa sul, em Bakool do Sul e na Baixa Shabelle. A epidemia de fome persiste, porém, na Shabelle Central, no Corredor de Afgoye e na capital, Mogadíscio, onde está o maior número de deslocados.

“O progresso é frágil e precisa ser sustentado”, alerta a Subsecretária-Geral para Assuntos Humanitários, Valerie Amos. “Apesar de as agências humanitárias terem ajudado a levar comida, nutrição, água e saneamento para auxiliar milhões de pessoas nos últimos meses, continuo extremamente preocupada com a situação crítica em Mogadíscio e outras partes do sul e centro da Somália.”

Insegurança, saques e outras formas de violência, altas taxas de desnutrição e doenças significam que a comunidade humanitária precisa continuar focada nas melhores formas de ampliar os esforços para o próximo ano.

“Precisamos assegurar que os mais necessitados recebam ajuda e devemos também continuar buscando formas de construir resiliência de comunidades e famílias para que lidem melhor com o impacto da seca e da extrema insegurança alimentar”, afirma Amos.

Uma severa seca devastou o Chifre da África este ano, provocando a morte de dezenas de milhares de pessoas na Somália e deixando mais de 3,2 milhões à beira da inanição. Uma significante ampliação nos esforços de ajuda chegou a 2,2 milhões de pessoas, provendo acesso a alimentos e água.