ONU saúda aprovação de nova Constituição da Somália e lamenta ataque suicida no local da votação

A votação ocorreu apesar dos ataques suicidas no local da reunião da Assembleia Nacional Constituinte esta manhã, o que resultou na morte de várias pessoas.

Delegados assistem a uma sessão plenária da Assembleia Nacional Constituinte em Mogadíscio, Somália. (ONU)A aprovação de uma Constituição Provisória para a Somália pelo órgão representativo encarregado deste propósito no país foi elogiada hoje (01) pelo Secretário-Geral da ONU. A votação ocorreu apesar dos ataques suicidas no local da reunião esta manhã, resultando em um número ainda incerto de mortos.

“O Secretário-Geral saúda a adoção”, disse seu Porta-Voz. “Ele parabeniza os delegados e a liderança da Somália por essa realização histórica e por seu compromisso em encerrar a transição e estabelecer novas e representativas instituições políticas no país”.

Outros representantes das Nações Unidas também comentaram o feito. “Hoje é dia de celebração”, disse o Representante Especial do Secretário-Geral e chefe do Escritório Político para a Somália (UNPOS), Augustine Mahiga. “A adoção da Constituição provisória é uma realização histórica já que completa uma das ações mais importantes rumo ao fim da transição e a um novo futuro político”.

O texto foi aprovado hoje pela Assembleia Nacional Constituinte (NCA), na capital Mogadíscio, por 621 delegados, com 13 votos contra e 11 abstenções. A NCA, composta no total de 825 delegados provenientes de todos os clãs somalis, passou os últimos oito dias em deliberações.

“A Assembleia Constituinte incorporou a diversidade da sociedade somali em torno do sistema de clãs tradicionais e garantiu a inclusão, reunindo os anciãos, líderes religiosos, mulheres, jovens, empresários, intelectuais”, Mahiga disse.

De acordo com relatos da mídia, dois homens-bomba explodiram dispositivos nos portões do local da reunião. A tentativa faz parte de uma onda de explosões na capital, incluindo bombas e ataques com granadas.

Mahiga observou que os delegados da Somália “não foram intimidados” pelos atentados suicidas, impedidos de se aproximarem pela segurança composta de forças somalis e pela Missão da União Africana na Somália (AMISOM). “Quero prestar homenagem à Somália e ao pessoal de segurança da AMISOM que garantiram a segurança dos delegados e do processo”, disse ele.