Ao todo serão 2.500 novos soldados em atividade para capturar os últimos combatentes do grupo que ficou conhecido por sequestrar meninos para utilizá-los como guerreiros.
A Organização das Nações Unidas saudou hoje a entrega de 2.500 soldados para uma força-tarefa regional da União Africana criada para perseguir membros do Exército da Resistência do Senhor (LRA). O grupo rebelde ganhou notoriedade por suas atrocidades em Uganda, mas nos últimos anos estendeu sua violência para os países vizinhos.
“Este momento importante é a culminação de nossos esforços coletivos para pôr fim às atividades do LRA, um movimento rebelde renegado que se tornou famoso ao longo dos anos pelos incontáveis sofrimentos causados às populações locais dos países afetados”, afirmou Abou Moussa, Representante Especial do Secretário-Geral e chefe do Escritório Regional das Nações Unidas para a África Central (UNOCA).
O LRA realizou o pior de suas atrocidades no norte de Uganda na década de 1990, mas em 2004 ele já havia sido expulso de grande parte da área graças a um esforço militar contínuo. No entanto, os remanescentes da insurgência continuaram a atacar civis no Sudão do Sul, na República Central Africana (RCA) e na República Democrática do Congo (RDC).
O grupo é conhecido por realizar massacres em aldeias, mutilando suas vítimas e sequestrando meninos para uso como soldados, enquanto as meninas são forçadas à escravidão sexual.
Dois mil soldados do Povo do Uganda e 500 da Força de Defesa do Povo do Exército de Libertação do Sudão (SPLA) foram oficialmente incorporados hoje em uma cerimônia em Yambio, localizado a cerca de 50 quilômetros de Juba, capital do Sudão do Sul.
Durante a cerimônia, Moussa indicou que a ONU vai continuar a apoiar os parceiros da União Africana na implementação da estratégia regional contra o LRA, que foi aprovada pelo Conselho de Segurança em junho. Ele também pediu uma coordenação eficiente e eficaz entre a força-tarefa regional e todas as partes interessadas. “Juntos, vamos conseguir”, afirmou.
A cerimônia em Yambio segue uma anterior em Obo, na RCA, onde 360 soldados das Forças Armadas Centro Africanas foram incorporados à União Africana no último 12 de setembro.