A OMS afirmou que espera que estas vacinas tenham um impacto na evolução da epidemia. Os testes já estão em curso para determinar a segurança, dosagem e eficácia do produto.

Os testes clínicos da vacina contra o ebola serão realizados nos EUA, Alemanha, Gabão e Quênia. Foto: OMS/M. Missioneiro
A Organização Mundial de Saúde (OMS) organizou na sexta-feira (24) uma reunião com os representantes dos governos dos países mais afetados pelo vírus ebola, agências reguladoras, laboratórios de vacinas e agências de financiamento para discutirem e entrarem em um acordo sobre a melhor e mais rápida forma de testar e produzir vacinas em número suficiente para frear a propagação do vírus.
A OMS afirmou que espera que estas vacinas tenham um impacto na evolução da epidemia. Os testes já estão em curso nos Estados Unidos e em breve começarão na África, Alemanha e Suíça para determinar a segurança, dosagem e eficácia do produto.
Participantes da reunião concordaram que os resultados da primeira fase dos testes clínicos devem estar disponíveis em dezembro deste ano. Os testes de eficácia nos outros países também estão previstos para começarem neste período.
“Trabalhando em equipe, estamos acelerando para semanas um processo que normalmente leva anos, garantindo que a segurança e eficácia continuem sendo as principais prioridades, mas melhorando a velocidade de produção e a capacitação de terceiros”, disse a diretora-geral assistente para sistemas de saúde e inovação da OMS, Marie-Paule Kieny.
Enquanto isso, as empresas farmacêuticas que desenvolvem vacinas estão comprometidas a aumentar a capacidade de produção para liberar milhões de doses para 2015, com 100 mil prontas no primeiro semestre do ano. As autoridades reguladoras dos países onde as vacinas são fabricadas e na África estão com prazos extremamente curtos para aprovarem as vacinas.
Plano robusto contra o ebola
Já o chefe da Missão para a Resposta de Emergência ao Ebola (UNMEER), Anthony Banbury, concluiu sua visita aos três países da África Ocidental que enfrentam o surto de ebola, como parte dos esforços da ONU para angariar apoio internacional na luta contra a crise.
Além de consultas com os líderes, Banbury também se reuniu com parceiros nacionais e internacionais e visitou os centros de saúde em construção para escutar e ver em primeira mão como os esforços para conter o ebola estão progredindo. Ao entender as necessidades ainda existentes, a UNMEER poderá distribuir, de forma mais eficaz, seus recursos nos países afetados.
Em uma recente reunião, representantes da ONU e do Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos e do Departamento para Desenvolvimento Internacional, do Reino Unido, desenvolveram um quadro operacional da ONU para fornecer uma resposta específica da Organização para as necessidades de cada país, ao mesmo tempo que mantém a centralização das decisões nacionais. Dessa forma, os governos de Guiné, Libéria e Serra Leoa têm a decisão final sobre os enfoques e estratégias para lidar com o ebola em seus respectivos países e alimentam o quadro operacional da ONU com informações e direcionamento sobre suas ações. Com essas diretrizes em mãos, todas as agências, fundos e programas da ONU podem seguir a mesma metodologia.
“Este quadro estabelece um processo passo a passo para que a ONU e seus parceiros possam apoiar os três governos para conseguir acabar com o ebola”, explicou Banbury, sublinhando o objetivo imediato de tratar 70% dos casos de ebola e 70% de enterros de maneira segura ao treinar e equipar apropriadamente as equipes até 1 de dezembro.
De acordo com o último relatório da OMS, publicado no sábado (25), foram registrados 10.141 casos de ebola e 4.912 mortes, mas a agência da ONU informou que estes números podem ser superiores dado que os países podem estar manipulando os dados sobre o tamanho real da epidemia.