Efrain Ríos Montt é acusado de assassinato, tortura, abuso sexual e de provocar a fome e o deslocamento forçado durante seu governo, em 1982 e 1983.

Rupert Colville, porta-voz do escritório da ONU para os Direitos Humanos, disse que a agência está preocupada com a situação do ex-líder militar guatemalteco, Efrain Ríos Montt.
O escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH) disse na sexta-feira (24) estar “preocupado” com os direitos legais dos guatemaltecos, após o tribunal superior ter anulado a sentença de 80 anos de prisão para o ex-líder militar Efrain Ríos Montt, por razões processuais.
Ríos Montt foi condenado a 80 anos de prisão no dia 10 de maio pela morte de 1.771 pessoas durante o período em que ocupou o poder, entre 1982 e 1983. Ele também é acusado de provocar o deslocamento forçado, fome, tortura, estupro sistemático e agressão sexual deliberadamente infligidos em comunidades de descendentes maias da Guatemala.
O caso contra Ríos Montt foi revogado no dia 20 de maio, permitindo que Montt — que tem 86 anos — retornasse à prisão domiciliar, de acordo com relatos da mídia.