ONU usa tecnologias sociais para ampliar participação do público no combate à pobreza

Por meio das mídias digitais e telefonia móvel, Organização quer que pessoas em todo o mundo participem na definição da próxima geração de metas de combate à pobreza, a chamada agenda pós-2015.

ONU adere ao uso das redes abertas de conhecimento, o chamado crowdsourcing, para a construção da agenda pós-2015. Imagem: PNUD/divulgação

ONU adere ao uso das redes abertas de conhecimento, o chamado crowdsourcing, para a construção da agenda pós-2015. Imagem: PNUD/divulgação

Pela primeira vez na história, a ONU está envolvendo centenas de milhares de pessoas em todo o mundo na formação de uma importante agenda global: a próxima geração de metas de combate à pobreza.

“Estamos desbravando novos caminhos não apenas com a realização de conferências simultâneas em quase 100 países, mas também por usar mídias digitais e tecnologias de telefonia móvel para incluir o maior número de pessoas possível no debate sobre as futuras metas globais”, diz o secretário-geral assistente e diretor do Escritório para Políticas de Desenvolvimento do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Olav Kjorven, em artigo publicado no jornal britânico ‘The Guardian’.

“Estas se construirão sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), que ajudaram a reduzir pela metade a proporção de pessoas que vivem em extrema pobreza no decorrer da última década.”

As plataformas web na conversa global, o site ‘World We Want 2015’ – onde as pessoas desenvolvem colaborativamente ideias políticas sobre questões como a desigualdade – e a pesquisa ‘My World’ – onde as pessoas votam em seis das 16 prioridades de desenvolvimento – estão construindo comunidades ativas dirigidas pelos usuários, argumenta, que desenvolvem coletivamente soluções para os desafios globais críticos, através do chamado “crowdsource”. Entre outras definições, ele pode ser entendido como redes abertas de troca de conhecimento.

Kjorven dá como exemplo a ação em Uganda, em que as opiniões de mais de 17 mil jovens foram reunidas em uma pesquisa sobre as prioridades de desenvolvimento em suas comunidades. “Na Índia e em Ruanda, criamos sistemas de reconhecimento de voz do idioma local para as pessoas participarem com as suas opiniões”, acrescentou.

Até o momento, afirma, quase meio milhão de pessoas participaram da conversa global em andamento, com três questões fundamentais despontando.

“Em primeiro lugar, temos de acelerar o progresso para alcançar os ODM até o final de 2015. Em segundo lugar, as metas futuras precisam visar desafios como sustentabilidade, governança, segurança contra a violência e emprego. Finalmente, as pessoas querem participar, tanto na definição de agenda quanto do monitoramento do progresso rumo aos futuros objetivos de desenvolvimento.”

Acesse o artigo na íntegra em http://bit.ly/17YNRkm