Nações Unidas mobilizam pais e responsáveis para Semana Mundial de Vacinação e diz que falta de informação e descaso de alguns governos prejudica ação global para salvar crianças.

Criança toma vacina na República Democrática do Congo (RDC). Foto: OMS/Christopher Black
Faltando poucos dias para começar a Semana Mundial da Vacinação, a Organização Mundial de Saúde (OMS) se pronunciou sobre a extrema necessidade de aumentar o abastecimento de vacinas em alguns países e melhorar a comunicação sobre os benefícios prestados por elas. A agência reforçou que cerca de 22 milhões de crianças não estão recebendo imunidade contra doenças que podem ser erradicadas.
“Temos visto alguns avanços importantes no desenvolvimento e na entrega de vacinas nos últimos anos”, disse Flavia Bustreo, Diretora-Geral Assistente da OMS. “Mas muitos países ainda enfrentam obstáculos na sua obtenção.”
De acordo com o comunicado divulgado pela OMS em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a Fundação Bill e Melinda Gates e a Aliança GAVI, alguns dos desafios encontrados atualmente são a falta de capacidade de manter as vacinas em temperaturas corretas e os erros nos registros que impedem que os profissionais de saúde tenham acesso às crianças.
A mensagem é um alerta para estimular a imunização na Semana Mundial de Vacinação, que começou no sábado, 20 de abril, com a campanha “Proteja seu mundo, vacine-se”. Ela acontece em 180 países e faz parte de um esforço para que todo o planeta seja imunizado.
De acordo com dados da ONU, a vacinação evita cerca de 2 a 3 milhões de mortes ao ano por doenças como difteria, sarampo, coqueluche, poliomielite, rotavírus, pneumonia, diarreia, rubéola e tétano.
Há também uma necessidade de melhor comunicar aos pais os benefícios para a saúde fornecidos pelas vacinas e quais são os perigos de não imunizar as crianças.
“Em algumas partes do mundo, a complacência sobre a imunização levou a lacunas na cobertura de imunização”, disse Geeta Rao Gupta, Vice-Diretora Executiva do UNICEF. “Quando ocorrem falhas, doenças vão surgir.”
Segundo a OMS e o UNICEF, nos últimos anos doenças como a difteria, o sarampo e a rubéola reapareceram em países desenvolvidos e em desenvolvimento. Surtos de sarampo, por exemplo, ocorreram na França, Itália, Espanha, Reino Unido e Paquistão.