ONU vai apoiar deliberações dos diálogos internacionais sobre o conflito na Síria

No próximo final de semana, União Europeia e 17 países, entre eles Estados Unidos, Rússia, Irã e Arábia Saudita, vão se reunir em Viena para discutir soluções para a guerra na Síria.

União Europeia e representações de 17 países se reúnem no próximo final de semana, em Viena, para discutir soluções para o conflito na Síria. Foto: ACNUR / B. Diab

União Europeia e representações de 17 países se reúnem no próximo final de semana, em Viena, para discutir soluções para o conflito na Síria. Foto: ACNUR / B. Diab

O enviado especial das Nações Unidas para a Síria, Staffan de Mistura, afirmou nesta terça-feira (10) que a ONU está pronta para apoiar as deliberações da segunda rodada internacional de diálogos sobre o conflito no país. No próximo final de semana, representantes da União Europeia e de 17 países, entre eles Estados Unidos, Rússia, Irã e Arábia Saudita, vão se reunir em Viena, na Áustria, a fim de buscar soluções para a crise síria.

Para de Mistura, as discussões, que começaram há duas semanas, podem impulsionar os esforços diplomáticos para acabar com a guerra, além de mitigar as consequências do conflito enfrentadas pela população do país. “Queremos que as reuniões tragam resultados para o povo sírio e um deles deve ser a redução da violência”, disse.

Como nota positiva, destacou a presença no diálogo de atores como Estados Unidos, Rússia, Irã e Arábia Saudita, sentados lado a lado. Algo inimaginável há alguns meses, pontuou.

Questionado se a ONU estabeleceria os parâmetros dos diálogos, definindo atores terroristas, identificando grupos de oposição ou avaliando a presença do Irã na Síria, o representante destacou que a Organização não está conduzindo ou liderando os encontros, os quais são, na verdade, codirigidos em conjunto com a Rússia e os Estados Unidos.

“Tentamos por quatro anos e não deu certo. Agora é hora dos países aceitarem, de fato, esses desafios”, afirmou de Mistura, a respeito das negociações anteriores coordenadas pelas Nações Unidas. “Eu vou apoiar, não expressar uma opinião”.

Quanto à atuação de grupos terroristas no país, de Mistura disse que seguirá a decisão do Conselho de Segurança. O órgão identificou dois atores: o Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL) e a Al Nusra, além de outras organizações vinculadas à Al Qaeda.