A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) registrou uma queda no número de refugiados e migrantes que chegaram à Europa no primeiro semestre, mas alertou que a probabilidade de mortes entre pessoas que buscam chegar ao continente europeu continua extremamente alta, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira (24).
Entre janeiro e junho deste ano, 2.253 pessoas morreram ou desapareceram no mar, e ao menos 40 morreram em rotas terrestres ou perto das fronteiras europeias.

Solicitantes de refúgio da Síria, incluindo crianças, chegam à ilha de Lesbos, na Grécia. Foto: UNICEF/Alessio Romenzi
A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) registrou uma queda no número de refugiados e migrantes que chegaram à Europa no primeiro semestre, mas alertou que a probabilidade de mortes entre pessoas que buscam chegar ao continente europeu continua extremamente alta, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira (24).
De acordo com o levantamento, cerca de 105 mil migrantes e refugiados chegaram à Europa pelo mar no primeiro semestre, frente a 231 mil no mesmo período do ano passado. A queda ocorreu principalmente devido à baixa de 94% do número de pessoas que utilizaram a rota marítima da Turquia para a Grécia. Travessias entre Norte da África e Itália permaneceram no mesmo nível do ano anterior.
Entre janeiro e junho deste ano, 2.253 pessoas morreram ou desapareceram no mar, e ao menos 40 morreram em rotas terrestres ou perto das fronteiras europeias.
“Tomar medidas para reduzir o número de refugiados e migrantes que chegam à Europa, sem ao mesmo tempo impulsionar a paz, o desenvolvimento e caminhos seguros é moralmente inaceitável”, disse o alto-comissário da ONU para refugiados, Filippo Grandi. “Não podemos nos dar ao luxo de ignorar os abusos que claramente estão ocorrendo simplesmente porque eles acontecem fora da nossa vista”, completou.
“Muitos dos migrantes e refugiados que chegaram à Itália vindos da Líbia sobreviveram a perigosas travessias pelo deserto e abusos que incluem violência sexual, tortura e sequestros”, afirmou o relatório. “No mar, o risco de morte na rota para a Itália é de um em cada 39”.
Cerca de 11,4 mil do total de pessoas que chegaram à Itália no primeiro semestre eram crianças desacompanhadas ou separadas de suas famílias, de acordo com o documento.
Muitos dos recém-chegados, entre eles crianças, foram vítimas de violência sexual e tráfico de pessoas. Do total, mais de 40% dos solicitantes de refúgio na Itália entre janeiro e junho tinham qualificações para receber algum tipo de proteção, disse a agência da ONU.
O relatório do ACNUR também mostra uma elevação nas chegadas à Espanha, com 9,5 mil pessoas chegando ao país na comparação com 4,9 mil nos seis primeiros meses do ano passado.
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