ONU volta a pedir acesso ao Kordofan do Sul após novos relatos sobre valas comuns

Desde o início do conflito entre o exército nacional e as forças do Movimento Popular de Libertação do Sudão, o Governo tem negado diversas vezes o acesso à região.

Milhares de pessoas recebem ajuda da UNMIS

Os relatos sobre a utilização de valas comuns no estado sudanês de Kordofan do Sul, após suposto bombardeio a civis, fizeram com que o Conselho de Segurança pedisse hoje (18/07) a suspensão dos combates no Estado, assim como acesso irrestrito para avaliação e assistência humanitária.

Desde o início do conflito entre o exército nacional e as forças do Movimento Popular de Libertação do Sudão, o Governo tem negado diversas vezes o acesso à região. Devido à dificuldade em acessar o país, foram considerados os relatos de fontes secundárias, que estimam até 100 civis enterrados por vala.

“Exortamos todas as partes a respeitar princípios humanitários e permitir que a equipe de assistência possa ter acesso à população civil”, disse o embaixador da Alemanha e atual presidente do Conselho de Segurança, Peter Wittig, antes de uma reunião a portas fechadas do órgão com a Subsecretária-Geral para Assuntos Humanitários, Valerie Amos.

Ela informou que os conflitos no país continuam, apesar do acordo assinado em junho entre as partes. “Estou cada vez mais alarmada com os relatos sobre valas comuns no Kordofan do Sul, além das notícias sobre o desaparecimento de civis, tendo como base critérios étnicos, e execuções extrajudiciais”, disse Amos em um comunicado divulgado após a reunião.

O mandato da missão de paz da ONU no Sudão chegou ao fim após a independência, em 9 de julho, do Sudão do Sul, onde hoje opera a Missão da ONU na República do Sul do Sudão (UNMISS), mas sem mandato para operar no Sudão.