ONU volta a pedir calma, após dia violento no Oriente Médio

Após conflitos que deixaram dezenas de mortos no Oriente Médio neste domingo (15/05) autoridades da ONU pediram que as partes envolvidas contenham-se ao máximo e acabem com os atos de violência.

Após conflitos que deixaram dezenas de mortos no Oriente Médio neste domingo (15/05) autoridades da ONU pediram que as partes envolvidas contenham-se ao máximo e acabem com os atos de violência. Os conflitos ocorreram ao longo da chamada “Linha Azul”, na fronteira entre Israel e Líbano, Colinas de Golã, na Síria, e no território palestino ocupado, após manifestações de palestinos para marcar o aniversário da independência israelense em 1948.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu que as partes evitem as provocações para prevenir o aumento das tensões e para assegurar que civis não sejam mortos ou feridos. Ele reiterou a necessidade urgente de uma paz justa, duradoura e abrangente entre árabes e israelenses, que garanta a dignidade e a segurança para todos e busque uma solução de dois Estados que possam coexistir pacificamente.

O pedido do Secretário-Geral foi reiterado pelo Comandante da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) , Major-General Alberto Asarta Cuevas, que esteve em contato com os comandos do Líbano e de Israel como parte dos esforços da missão para prevenir mais conflitos.

A Subsecretária-Geral da ONU para Assuntos Humanitários, Valerie Amos, que está atualmente visitando a região, também demostrou grande preocupação com os conflitos deste domingo, dizendo que os palestinos estão totalmente frustrados com os impactos das políticas israelenses em suas vidas, uma vez que não têm liberdade para se locomover e muitas vezes são despejados e têm suas casas demolidas.
“Não creio que a maioria das pessoas em Israel tem alguma ideia de como as políticas de planejamento são usadas para dividir e perturbar comunidades e famílias”, disse Amos. “Elas não iriam gostar de serem submetidas a tal comportamento”, completou.