ONU volta a pedir uma solução para as centenas de refugiados que estão na cidade francesa de Calais

Estima-se que atualmente 3 mil pessoas estejam na cidade do norte da França. De acordo com o ACNUR, grande parte fugiu de conflitos no Afeganistão, Eritreia, Síria e outros países em guerra.

Milhares de refugiados da Síria, Iraque, Etiópia, Sudão, Paquistão e Afeganistão estão vivendo em acampamentos improvisados ou nas ruas em Calais, França. Foto: ACNUR/C. Vander Eecken

Milhares de refugiados da Síria, Iraque, Etiópia, Sudão, Paquistão e Afeganistão estão vivendo em acampamentos improvisados ou nas ruas em Calais, França. Foto: ACNUR/C. Vander Eecken

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) voltou a pedir à comunidade internacional uma resposta abrangente para o acolhimento dos refugiados e dos migrantes em Calais, na França, dizendo que a situação na cidade portuária é incontrolável. A agência da ONU continua preocupada com as condições de vida e de recepção precárias nos locais improvisados ao redor de Calais, que recebem centenas de pessoas.

O ACNUR estima que 3 mil refugiados e migrantes estão na cidade, praticamente o mesmo número que em novembro de 2014. No entanto, o aumento da mortalidade entre os refugiados e migrantes que tentam cruzar o Canal da Mancha em direção ao Reino Unido desde junho é um desenvolvimento “preocupante”.

“O ACNUR reitera seu apelo para que seja dada uma resposta abrangente – em primeiro lugar pelas autoridades francesas – ao agravamento das condições de acolhimento aos refugiados e aos migrantes em Calais”, disse a porta-voz do ACNUR, Melissa Fleming, a jornalistas em Genebra (Suíça), nesta sexta-feira (07). Ela lembrou também que os refugiados que se encontram em Calais estão sob proteção internacional após fugir de conflitos, violência e perseguição no Afeganistão, Eritreia, Somália, Sudão e Síria.

A agência da ONU voltar a reiterar que se encontra disponível para continuar apoiando a França, o Reino Unido e outros Estados da União Europeia a encontrarem soluções práticas e abrangentes para esta crise.