OPAS distribui ferramentas a municípios para melhorar identificação de casos de sarampo e rubéola

A distribuição de 10 mil discos orientadores facilitará a investigação de casos suspeitos de sarampo, rubéola e síndrome de rubéola congênita.

10 mil exemplares do discos foram distribuídos aos municípios brasileiros. Foto: OPAS

10 mil exemplares do discos foram distribuídos aos municípios brasileiros. Foto: OPAS

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) anunciou nesta quarta-feira (11) a distribuição para todos os municípios brasileiros 10 mil exemplares de uma ferramenta em forma de disco elaborada para facilitar a investigação de casos suspeitos de sarampo, rubéola e síndrome de rubéola congênita. Cada munícipio recebeu uma unidade, além dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) e unidades de saúde de localidades, onde foram notificados casos importados de sarampo de 2013 a 2015, foi entregue um para cada unidade de saúde.

O material é composto por um disco externo na cor branca, onde constam os dias e meses do ano. No círculo central do disco interno, a metade vermelha representa o lado referente à investigação do sarampo. No círculo central do disco interno, a metade rosa escuro representa o lado referente à investigação da rubéola. Todos os períodos apresentados na ferramenta estão diretamente relacionados a data do início do exantema (erupção cutânea vermelha, causada por infecção) para o sarampo ou rubéola. Na outra face do disco, estão as orientações para investigação da Síndrome da Rubéola Congênita

Para facilitar a aplicação do instrumento, foi elaborado um material orientador, que contou com a colaboração de parceiros da área de investigação epidemiológica e imunização. O material incluiu uma apresentação detalhada sobre cada item do disco e um estudo de caso. O instrumento foi testado e validado em conjunto com equipes do Ministério da Saúde e Estados.

Além disso, no ano passado, a OPAS capacitou 50 profissionais em Pernambuco que atuam em áreas indígenas para resposta rápida a situações de surtos de sarampo e rubéola, em conjunto com o Ministério da Saúde e o Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP), onde este instrumento também foi testado.