OPAS: Para aldeia indígena no Espírito Santo, chegada de médico cubano do Programa Mais Médicos é uma vitória

“É uma reivindicação antiga, porque antes só tinha médico de vez em quando, às vezes era difícil conseguir ir até o polo ter atendimento ou esperar pela vinda do médico até aqui. Então isso para nós é uma vitória”, disse Bruno Joaquim Siqueira, presidente do Conselho de Saúde da aldeia.

A aldeia tupiniquim Irajá fica localizada a 12 km do centro do município de Aracruz, ao norte do Espírito Santo. Formada por pouco mais de 560 pessoas que lutam pela sobrevivência do seu povo, a aldeia conta pela primeira vez com um médico fixo, atendendo de segunda a sexta e exclusivo para a comunidade.

“É uma reivindicação antiga da gente, porque antes só tinha médico de vez em quando, às vezes era difícil conseguir ir até o polo ter atendimento ou esperar pela vinda do médico até aqui. Então isso para nós é uma vitória”, disse Bruno Joaquim Siqueira, presidente do Conselho de Saúde da aldeia.

O médico cubano do Programa Mais Médicos José Antonio Fuentes Cabrera foi designado para a função. Além do curso de adaptação e capacitação que todos os médicos do Programa fazem ao chegar ao Brasil, José Antonio fez um curso especial sobre cultura e saúde indígena antes de ser direcionado à aldeia.

“A comunidade queria um médico, independentemente de ser cubano, brasileiro, o que fosse. A integração não é fácil, porque tem a língua dele e os costumes da aldeia. Mas ele é muito atencioso, muito paciente e prestativo. Nós estamos nos adaptando, ele a nós e nós a ele. E temos certeza de que essa parceria vai dar certo”, diz Bruno.

Ana Cristina Gennari Bernardes é Referência Técnica da Saúde Indígena de Aracruz e trabalha no Polo Base Caieiras Velha I, a Unidade de atenção à Saúde Indígena responsável por Irajá e por mais quatro aldeias na região. Ela conta que hoje há dois médicos do Programa Mais Médicos na área do Polo: além de José Antonio, outro médico cubano foi destacado para atender exclusivamente a aldeia vizinha de Comboios.

“Eu acho que o mais importante é que eles são médicos de saúde da família. Eles envolvem a equipe, perguntam opiniões, tratam o paciente como um todo, desde a saúde física até a social, e isso é muito importante ao atender comunidades indígenas. O médico precisa levar em conta a cultura do povo, se não as coisas não funcionam”, afirma.

Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), 294 médicos cubanos do Programa Mais Médicos atuam em comunidades indígenas. De acordo com o Ministério da Saúde, o programa levou médicos para todos os 34 distritos indígenas do país.

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