No Dia Mundial de Alimentação, a agência da ONU mostra como a capacitação de famílias em comunidades rurais de El Salvador ajudou a diminuir casos de gastroenterites agudas.

Mulheres agricultoras em El Salvador. Foto: Reprodução
Para marcar o Dia Mundial da Alimentação, a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS) destacou, por meio do Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (PANAFTOSA), que a inocuidade dos alimentos, a segurança alimentar e a nutrição estão intrinsecamente unidas, sobretudo em lugares onde o fornecimento de alimentos é escasso.
A Organização promove a integração da educação sobre inocuidade alimentar nos programas de nutrição e segurança dos alimentos, bem como trabalha para promover a disponibilidade de alimentos seguros, sãos e saudáveis para todos.
Com o tema ‘Alimentar o mundo, cuidar da Terra’, a ONU este ano destaca a importância da agricultura familiar. Para exemplificar um caso de sucesso, a OPAS/OMS destaca o projeto em conjunto com outras agências do Sistema ONU em El Salvador. A iniciativa promoveu uma dieta mais segura, diversificada e nutritiva, usando alimentos sem contaminação microbiológica, em programas de alimentação dos municípios de San Simón, Guatajiagua e Cacaopera, no Departamento de Morazán.
O objetivo da intervenção foi garantir o acesso oportuno a frutas e vegetais seguros para a população vulnerável em termos de insegurança alimentar neste municípios.
Segundo o representante da OPAS/OMS em El Salvador, José Ruales, a iniciativa buscou capacitar principalmente as mulheres, por seu papel como chefes de família e responsabilidade no cultivo familiar. A partir do treinamento, essas mulheres passaram a dedicar parte de suas terras – originalmente usadas apenas para monoculturas – para produzir alimentos diversificados e complementares às refeições caseiras.
A capacitação também destacou os benefícios que um cultivo mais natural pode trazer para a saúde, bem como medidas de higiene pessoal e na limpeza de frutas, hortaliças, verduras e legumes.
Através de monitores de saúde da região foi possível averiguar que as famílias que não foram capacitadas registraram 2,74 vezes mais riscos de padecer de ao menos um episódio de gastroenterite aguda.
“Não só é um benefício para o campo, mas para todos. À medida que melhoramos nossa saúde e nossas oportunidades, nossos países crescem e geram futuros mais prósperos para todos”, disse a representante da ONU Mulheres em El Salvador, Patricia Olamendi.