Com o tema “Saúde pública de qualidade para cuidar bem das pessoas. Direito do povo brasileiro”, o encontro reuniu mais de 6 mil pessoas a fim de debater os rumos da saúde pública no país.
Foi realizado entre os dias 1 e 4 de dezembro a 15ª Conferência Nacional de Saúde, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. Com o tema “Saúde pública de qualidade para cuidar bem das pessoas. Direito do povo brasileiro”, o encontro de quatro dias reuniu mais de 6 mil pessoas com o objetivo de debater os rumos da saúde pública no país.
A Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) esteve presente no evento com um estande para distribuição de material e realização de minicursos, como “O Portal de Pesquisa da Biblioteca Virtual em Saúde”.
Na abertura do evento, a presidenta do Conselho Nacional de Saúde, Maria do Socorro de Souza, destacou o caráter político do evento. “A agenda da saúde precisa repercutir no Legislativo, no Executivo e também no Judiciário. Não podemos pensar o Brasil a cada quatro anos, mas todos os dias”, disse Socorro. “Apesar de todas as contradições, o SUS do Brasil ainda é referência para muitos países”, completou.
Preocupações com o futuro do Sistema Único de Saúde (SUS) também foram mencionadas por outros participantes. “O SUS é a maior política de inclusão social do Brasil”, disse o presidente do Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde, Mauro Junqueira, citando o subfinanciamento do sistema.
“Não podemos permitir que a agenda conservadora retroceda os direitos do país. O SUS é a maior conquista da população brasileira”, disse o governador do Distrito Federal.
O ministro da Saúde, Marcelo Castro, também defendeu um “SUS igualitário, unânime e universal” e mostrou sua convicção de que o sistema representa a “maior política pública de justiça social e direitos humanos que existe no país”. Em sua fala, ressaltou a importância do “Mais Médicos”, um programa que, segundo ele, permitiu “grandes avanços” ao reforçar a atenção primária em todo o país, algo primordial para uma saúde pública de qualidade.
