Encontro foi realizado no contexto da emergência internacional de saúde pública com o objetivo de estabelecer um comitê gestor para acelerar a aprovação de projetos e compartilhar materiais e informações.

Foto: OPAS/OMS
Terminou na última sexta-feira (19) a reunião bilateral entre os governos do Brasil e dos EUA cujo objetivo era fortalecer a cooperação para a resposta à epidemia do vírus zika. A Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) foi anfitriã do encontro, que contou com a presença do ministro brasileiro da Saúde, Marcelo Castro, e da embaixadora dos Estados Unidos no Brasil, Liliana Ayalde.
A reunião foi realizada no contexto de emergência internacional de saúde pública com o objetivo de estabelecer um comitê gestor para acelerar a aprovação de projetos e compartilhar materiais e informações.
Ao fim do evento, foram definidos diversos eixos de cooperação relacionados a temas como desenvolvimento de pesquisas para diagnóstico, controle e vacina contra o vírus zika, além de capacitação.
A OPAS/OMS tem ajudado os países a mitigar o impacto do zika por meio do fortalecimento de suas capacidades de detectar a introdução de propagação do vírus, reduzir as populações de mosquitos, garantir os serviços de saúde necessários e se comunicar de maneira efetiva com o público sobre os riscos e as medidas de prevenção.
O vírus zika se propagou rapidamente nas Américas devido ao fato de a população do continente não ter sido exposta ao vírus, carecendo de imunidade, e porque o mosquito Aedes, principal vetor para transmissão do zika, está presente em todos os países da região – exceto Canadá e Chile continental.
Na semana passada, a OMS lançou um plano estratégico global de resposta e operações conjuntas para orientar a resposta internacional à propagação da infecção pelo zika e as malformações neonatais e condições neurológicas associadas ao vírus.
A estratégia foca na mobilização e coordenação de parceiros, peritos e recursos para ajudar países a incrementar a vigilância do zika e dos distúrbios que possam estar ligados ao vírus, aumentar o controle vetorial, comunicar efetivamente os riscos, tomar medidas de orientação e proteção, prover assistência médica aos afetados e estabelecer um processo rápido de pesquisa e desenvolvimento de vacinas, diagnósticos e terapias.